CONVERSÃO

Sinais e sintomas:

A pessoa perde ou altera algum funcionamento físico, principalmente dos órgãos dos sentidos (visão, audição, tato, olfato, paladar. fala, propriocepção) ou de locomoção (marcha) após evidente causa emocional. Algumas crises podem ser confundidas com convulsão ou outros problemas neurológicos graves. A alteração é transitória ou enquanto os fatores estressores permanecem. Os quadros mais comuns são: movimentos involuntários, tiques, marcha anormal, quedas, paralisia, fraqueza nos membros, perda da fala, vômitos, diarreia, etc. e os sintomas sensoriais (cegueira, anestesia, visão em túnel ou embasada, surdez, etc.). Saliente-se que os conflitos psíquicos desencadeantes são inconscientes.

Quais os riscos para o seu portador?

Comprometimento acentuado da capacidade de crítica e discernimento, das relações interpessoais e da capacidade profissional. Tratamentos médicos inadequados e onerosos.

TRANSTORNO DOLOROSO PERSISTENTE

Sinais e sintomas:

A pessoa apresenta uma dor intensa, persistente e angustiante causada por conflitos emocionais ou problemas sociais que piora muito diante de situações estressantes. Os locais dolorosos costumam ser: cabeça, região lombar, região abdominal, região pélvica, face, membros inferiores e superiores, etc. Geralmente a dor física desta pessoa é desgastante e compromete demasiadamente sua qualidade de vida. Os tratamentos clínicos propostos costumam não trazer melhora satisfatória tornando-se frustrante tanto para o profissional assistente como para o portador do transtorno. Também é comum a necessidade de uma equipe multiprofissional para atender as necessidades do caso, sendo fundamental uma avaliação rigorosa do contexto biopsicossocial. Saliente-se que as dores não são simulações ou consequências de outros transtornos mentais.

Quais são os riscos para o seu portador?

Comprometimento acentuado da qualidade de vida. Gastos econômicos elevados com as propostas terapêuticas.

TRANSTORNO HIPOCONDRÍACO

Sinais e sintomas:

A pessoa tem uma preocupação constante de estar com alguma doença. Parece ter “mania de doença”. Tem a convicção sempre presente de que está com algum problema físico e, portanto, sempre busca avaliações e exames para identificar a causa. Por mais que as avaliações sejam negativas, recusa-se aceitar o fato, mesmo que isso seja dito ou explicado pelos médicos. Costuma haver uma piora em situações ou contextos estressantes e frequentemente está associado à depressão. Sua angústia e ansiedade quanto à possibilidade de um problema físico sério não têm nenhuma base ou coerência. Saliente-se que não há nenhuma alteração física presente, o que diferencia da somatização.

Quais os riscos para o seu portador?

Ter gastos financeiros enormes com exames laboratoriais ou procedimentos médicos. Comprometimento acentuado da qualidade de vida. Evolução para quadros depressivos, mais graves.

ESTRESSE AGUDO

Sinais e sintomas:

A pessoa tem uma vivência intensa de medo, sensação de impotência e pavor após a exposição a um evento traumático. Sendo que neste evento envolveu morte ou sérios ferimentos reais e ameaçadores ou mesmo comprometimento da própria integridade física ou de outros próximos de si. Ela refere uma sensação de anestesia ou distanciamento ou mesmo ausência de uma resposta emocional à situação vivida. Assume uma postura de esquiva em relação às lembranças do fato. Geralmente este quadro vem acompanhado de sintomas acentuados de ansiedade, excitação psicomotora, comprometimento do sono e da capacidade de administrar o seu cotidiano. O quadro clínico tem duração mínima de dois dias e máxima de trinta dias.

Quais os riscos para o seu portador?

Comprometimento da consciência, crises de despersonalização ou desrealização (portanto com prejuízo da crítica e discernimento).

SOMATIZAÇÃO

Sinais e sintomas:

A pessoa tem uma percepção ou convicção de ser portadora de um problema físico, porém avaliações médicas não conseguem justificá-lo. Estes sinais e sintomas pioram com os conflitos emocionais ou situações afetivas mal resolvidas. Apesar de exames físicos e laboratoriais normais, a pessoa recusa-se em aceitar os resultados e persiste numa “saga” de vários tratamentos com profissionais de saúde buscando a causa de seu sofrimento. O quadro persiste por longo tempo com alto custo no uso de medicações e atendimentos médicos. Avaliando o contexto de vida desta pessoa consegue-se perceber um “ganho secundário” ou de atenção para si com a “doença” e, às vezes, alguma manipulação das relações interpessoais, e dificuldades com as responsabilidades. Saliente-se que estes mecanismos psíquicos são inconscientes, ou seja, a pessoa não percebe e não age de maneira proposital.

Quais os riscos para o seu portador?

Altos custos com tratamentos médicos inadequados, frustrantes e bastante onerosos. Comprometimento acentuado das relações afetivas